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Um guia rápido para Serverless REST APIs

Se você está procurando construir a funcionalidade de seu website de forma rápida e fácil, ou se você é novato em desenvolvimento, as REST APIs são um ótimo começo. Ao permitir que diferentes aplicações e componentes de aplicação interajam entre si, as APIs poupam aos desenvolvedores o trabalho de escrever códigos personalizados a partir do zero. Isso as torna uma ferramenta quase indispensável para a programação.

As REST APIs são uma escolha especialmente popular, pois são fáceis de usar e desenvolver. Portanto, conhecer os princípios básicos das REST APIs é fundamental tanto para simplificar o desenvolvimento quanto para acrescentar funcionalidades de terceiros. Por isso, este post fornecerá o conceito básico das REST APIs, explicando o que são e como funcionam, suas vantagens e casos de uso, os desafios de como usá-las e de que forma a computação serverless pode ser usada para criar facilmente REST APIs que sejam rápidas, eficientes e confiáveis.

O que são REST APIs?

Conceitualmente, você pode pensar em APIs como uma forma de comunicação com um serviço. É um canal de comunicação especial que permite fazer uma requisição ao servidor que, por sua vez, retorna uma resposta codificada, geralmente no formato JSON.

Cada requisição é tratada independentemente ou stateless, o que significa que não tem memória da última requisição que você (o cliente) fez ao serviço (o servidor). É algo semelhante a se comunicar com uma pessoa que tem amnésia instantânea após a resposta ter sido atendida.

REST, ou seja, Representational State Transfer, é um conjunto de regras para a construção de um tipo específico de API que é usado em aplicações web. De acordo com um artigo do GeeksforGeeks, REST “permite que os sistemas de requisição acessem e manipulem recursos da web utilizando um conjunto de regras uniforme e predefinido”. O uso dessas regras predeterminadas para estruturar as APIs as tornam mais fáceis de serem construídas e mais fáceis de entender, aumentando sua adesão por desenvolvedores terceirizados.

Para qualificar-se como uma REST API, é necessário aderir às seguintes restrições de arquitetura:

  • arquitetura cliente-servidor: as requisições são iniciadas pelo cliente e devolvidas pelo servidor, simplificando a comunicação e mantendo clientes e servidores separados e independentes.
  • stateless: cada interação é tratada como uma tarefa nova e independente; nenhuma informação é armazenada entre as tarefas.
  • capacidade de cache: as respostas incluem informações sobre se as informações podem ou não ser armazenadas em cache e por quanto tempo.
  • sistema em camadas: a arquitetura da aplicação é composta de múltiplas camadas para que os servidores intermediários possam realizar as tarefas, como load balancing e segurança, sem afetar as interações cliente-servidor.
  • interface uniforme: todas as requisições e respostas seguem um protocolo comum para a formatação de mensagens.

Além disso, muitas REST APIs também possibilitam o código sob demanda, onde os clientes podem chamar a API para obter um código de renderização do widget da UI.

Como funcionam as REST APIs?

Conforme um post do Hubspot, as “REST APIs funcionam enviando requisições para um recurso e retornando todas as informações relevantes sobre o recurso, traduzidas em um formato que os clientes podem interpretar facilmente (esse formato é determinado pela API que recebe as requisições)”. As requisições são compostas por quatro elementos:

  • O endpoint: a URL que você está requisitando;
  • O método: o método HTTP utilizado para fazer a requisição (como GET, POST, DELETE, PUT, ou PATCH);
  • Os headers: que contêm informações adicionais sobre a resposta ou requisição;
  • Os dados (ou corpo): as informações que você deseja enviar ao servidor (somente usadas com os métodos POST, PUT, PATCH, e DELETE).

Depois que o cliente faz uma requisição, o servidor responde à requisição e retorna um código de status HTTP fornecendo o status da requisição. Os códigos de status são divididos em cinco categorias:

  • 100s - fornece informações e orienta o cliente a esperar por uma resposta final,
  • 200s - a requisição foi bem sucedida,
  • 300s - a requisição requer ação adicional por parte do cliente, como redirecionamento de URL,
  • 400s - a requisição falhou devido a um erro do frontend – lado do cliente,
  • 500s - a requisição falhou devido a um erro do backend – lado do servidor.

Além desses, ainda existem os números de resposta individuais, que acrescentam informações sobre o status da requisição – como o 401 – Não autorizado, por exemplo, que indica que a autenticação falhou. Essas informações complementares ajudam os usuários da API a entender por que seu código não está se comportando conforme o esperado e a corrigir rapidamente o problema.

Vantagens e casos de uso

As REST APIs são populares entre os desenvolvedores, uma vez que oferecem várias vantagens fundamentais. Conforme observado em um post da Smashing Magazine, um recurso utilizado por muitos desenvolvedores e designers, as REST APIs são fáceis de desenvolver: “Sendo totalmente orientadas a recursos quando se trabalha com uma REST API, você não precisa mais saber, ou se preocupar com o que é necessário para recuperar um determinado dado; nem é necessário saber nada sobre a implementação dos serviços de backend”. Além disso, são muito flexíveis, possibilitando muitos tipos diferentes de requisições e formatos de dados.

Com as REST APIs você pode:

  • integrar diferentes métodos de pagamento para o e-commerce;
  • vincular seu site à sua mídia social;
  • adicionar logins usando o Google ou outras contas de terceiros;
  • agregar disponibilidade de voo e hotel para facilitar as reservas em seu site de viagens.

Desafios das REST APIs

Não há tecnologia perfeita, e REST tem a sua parcela de desafios. Um dos principais problemas com relação a REST é que as aplicações e websites de hoje têm muitos elementos diferentes. Então, para renderizar uma aplicação ou página completa, numerosas chamadas de API devem ser feitas, exigindo muitas idas e vindas ao servidor. Além disso, a REST retorna muito mais informações do que as necessárias para cada requisição, resultando em consideráveis payloads. Assim, ambos os problemas podem contribuir para maior latência e maior utilização de recursos, especialmente se o servidor estiver localizado geograficamente longe do cliente.

Em resumo, somando-se a tudo isso está o fato de que os servidores tradicionalmente tratam uma requisição de cada vez. Diante de um enorme pico de tráfego, o servidor responderá às requisições à medida que elas chegam, aumentando a latência e potencialmente levando a um timeout que pode fazer com que os usuários pensem que uma página ou aplicação está fora do ar. Para resolver esse problema, os desenvolvedores precisam de uma maneira de construir componentes REST APIs com baixa latência, uso eficiente de recursos e a capacidade de escalar facilmente para atender a necessidades maiores.

Usando Serverless com REST APIs

Uma maneira de enfrentar os desafios das REST APIs é usar plataformas serverless como a Azion, que combina o poder de edge computing com um modelo serverless. Desta forma, é possível executar a lógica comercial no edge da rede, perto de onde os usuários finais estão localizados, e escalar automaticamente sem a necessidade de gerenciar ou provisionar recursos. Em vez disso, você paga apenas quando seu código é executado, resultando em menos desperdício de recursos e custos antecipados.

Ao utilizar a REST API da Azion, você pode integrar seus sistemas de forma simples e segura com nossa plataforma. A API é baseada em requisições HTTPS e usa respostas no formato JSON, um formato leve de troca de dados que é fácil de trabalhar, oferece análise rápida, e amplo suporte para clientes de navegadores. A API da Azion suporta os métodos GET, DELETE, POST, PUT ou PATCH HTTP, o que possibilita ler, excluir, criar, substituir ou modificar recursos, e pode ser usada com qualquer um dos produtos da Azion

Além disso, nosso produto de computação serverless Edge Functions permite que os desenvolvedores construam suas próprias REST APIs ou criem funções para chamar APIs de terceiros para fácil integração. O Edge Functions tem muitas vantagens sobre outras soluções de computação serverless, tais como menor latência e uso mais eficiente de recursos. Ao entregar a partir do edge, ao invés de data centers centralizados, os desenvolvedores podem ganhar menor latência do que as soluções de provedores cloud como o AWS Lambda. E mais, o AWS Lambda e outras soluções de cloud usam contêineres para isolar funções, ao passo que o Edge Functions usa o V8 para proteger e isolar funções, resultando em uma redução significativa do uso de recursos e zero cold starts para um desempenho mais rápido e mais consistente.

O Edge Functions resolve os desafios das REST APIs, proporcionando:

  • baixa latência;
  • garantia de disponibilidade durante os picos de tráfego;
  • uso eficiente dos recursos.

Para mais informações sobre o Edge Functions, consulte este guia sobre suas características e usos, ou inscreva-se para obter uma conta grátis e começar ainda hoje a construir suas serverless REST APIs.