Segurança de APIs Além do WAF

Descubra as limitações de uma estratégia de segurança baseada apenas em WAF e como combinar API Gateway, mitigação de bots, proteção contra DDoS, rate limiting e observabilidade fortalece a proteção de APIs.

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As APIs se tornaram a principal superfície operacional do software moderno. Hoje, uma falha pode interromper fluxos de checkout, impedir logins de usuários, afetar pagamentos, interromper integrações com parceiros ou até impedir que aplicações baseadas em IA funcionem corretamente.

Isso porque as APIs deixaram de ser apenas mecanismos de integração e passaram a executar funções centrais para o negócio. Processamento de pagamentos, gerenciamento de contas, consulta de estoque, mecanismos de precificação e experiências digitais dependem cada vez mais delas para operar.

Nesse cenário, as ameaças também se modernizaram, e agora passaram a atacar as APIs que expõem funções críticas do negócio. Campanhas de credential stuffing exploram endpoints de autenticação, scrapers coletam dados de preços e estoque em larga escala, bots automatizados tentam assumir contas de usuários e volumes excessivos de requisições sobrecarregam serviços de backend que nunca foram projetados para operar em escala de internet.

Como resultado, a segurança de APIs se tornou um desafio de arquitetura, não apenas um problema de gerenciamento de regras.

Um WAF tradicional consegue identificar diversos padrões conhecidos de ataques web, mas APIs falham de maneiras mais específicas. Taxas excessivas de requisições, automação abusiva, payloads malformados, abuso de autenticação, scraping e ataques direcionados a endpoints críticos exigem controles que vão além da inspeção baseada em assinaturas.

Por isso, proteger APIs em 2026 exige mais do que implantar um WAF, mas sim construir um perímetro de segurança ao redor do API Gateway.

Por Que os Modelos Tradicionais de Segurança de APIs Falham

Os modelos tradicionais foram projetados para proteger websites e aplicações web. Um WAF inspecionava as requisições, sistemas de autenticação validavam usuários e os serviços de backend aplicavam as regras de negócio.

As APIs modernas introduzem um desafio diferente.

Um único endpoint pode processar milhares de requisições por segundo, agregar múltiplos serviços ou expor processos críticos para o negócio. Em muitos casos, os atacantes não precisam explorar vulnerabilidades de software para causar impacto. O abuso de funcionalidades legítimas já é suficiente para gerar interrupções operacionais, aumento de custos de infraestrutura e exposição de dados.

Isso torna os ataques contra APIs particularmente difíceis de identificar. As requisições frequentemente parecem legítimas, a autenticação é bem-sucedida e o tráfego se origina de redes aparentemente confiáveis. A diferença entre comportamento normal e comportamento malicioso costuma depender da intenção, do volume e do contexto.

Durante eventos como Black Friday, campanhas promocionais ou lançamentos de produtos, distinguir um pico legítimo de tráfego de uma atividade automatizada abusiva se torna ainda mais complexo.

O Impacto de Negócio do Abuso de APIs

Ataques contra APIs raramente afetam apenas a disponibilidade. Os impactos mais comuns incluem tomada de contas por meio de credential stuffing, exposição de informações estratégicas por atividades de scraping, aumento dos custos de infraestrutura e interrupções operacionais causadas por consumo abusivo de recursos.

Considere um varejista que expõe APIs de busca de produtos e consulta de estoque em seu website e aplicativo móvel.

Com o tempo, bots automatizados começam a coletar informações de preços e estoque em uma escala muito superior ao comportamento legítimo dos clientes. As requisições são válidas, a autenticação é bem-sucedida e nenhuma vulnerabilidade de software é explorada.

Ainda assim, o impacto é significativo. Os sistemas de backend processam milhões de requisições desnecessárias, os custos aumentam e os concorrentes passam a ter visibilidade sobre estratégias de precificação.

Para as equipes de segurança, o desafio é que esse tráfego frequentemente parece legítimo. Um WAF pode identificar assinaturas conhecidas de ataque, mas nem sempre consegue distinguir quando requisições válidas estão sendo usadas de forma abusiva.

É nesse cenário que controles como rate limiting, detecção de bots, análise comportamental e observabilidade se tornam fundamentais.

Por Que a Proteção Baseada Apenas em WAF É Insuficiente

O WAF é um controle essencial para inspecionar tráfego na Camada 7 e bloquear ameaças como SQL Injection, Cross-Site Scripting, Remote File Inclusion e outros ataques direcionados à aplicação.

No entanto, um WAF nunca foi projetado para ser toda a arquitetura de segurança de APIs. Muitos programas de API Security ainda dependem de uma destas três abordagens incompletas.

Proteção Baseada Apenas no Gateway

Centraliza roteamento e governança, mas oferece visibilidade limitada sobre comportamentos maliciosos.

Proteção Baseada Apenas em WAF

Bloqueia diversos ataques web, mas não oferece throttling orientado a APIs, mitigação de bots ou análise comportamental.

Aplicação de Controles na Origem

Empurra os controles de segurança para serviços individuais, criando desafios de governança e permitindo que tráfego abusivo consuma recursos de backend antes que os controles possam reagir.

O problema comum aos três modelos é a ausência de um perímetro de segurança unificado.

Ameaças Comuns a APIs Além dos Ataques Tradicionais

Muitos ataques contra APIs não exploram vulnerabilidades clássicas de aplicações web.

Em vez de buscar falhas de código, atacantes frequentemente abusam de funcionalidades legítimas para gerar impacto operacional, consumir recursos excessivamente ou automatizar atividades maliciosas em larga escala.

Entre as ameaças mais comuns estão:

  • Credential stuffing direcionado a endpoints de autenticação
  • Ataques de força bruta contra APIs de login
  • Scraping automatizado de preços, estoque e catálogos
  • Consumo excessivo de recursos por meio de chamadas abusivas
  • Ataques DDoS na camada de aplicação
  • Enumeração automatizada de endpoints e APIs expostas

Essas atividades frequentemente utilizam requisições válidas e exigem controles que vão além da inspeção baseada em assinaturas.

As organizações precisam combinar proteção contra bots, rate limiting, controles de rede e observabilidade para identificar padrões de abuso antes que eles afetem aplicações e serviços críticos.

Construindo um Perímetro de Segurança ao Redor do API Gateway

Uma abordagem mais eficaz trata o API Gateway como o principal ponto de aplicação de controles para tráfego externo.

Em vez de depender de mecanismos isolados, as organizações concentram os controles de segurança no gateway.

Antes que as requisições alcancem os serviços de backend, elas podem ser avaliadas por mecanismos de proteção de rede, rate limiting, WAF, mitigação de DDoS, detecção de bots, políticas de firewall e controles de observabilidade.

Como a Segurança de APIs Funciona na Azion

Na Azion, o tráfego de APIs é gerenciado por Applications, que atua como ponto de entrada para requisições externas, provendo capacidades de API Gateway, como routing, path matching e controle de tráfego integradas à plataforma.

Antes que a requisição alcance a origem, o Firewall da Azion a avalia por meio de múltiplas camadas de segurança:

  1. Network Shield e Network Lists filtram tráfego com base em IPs, CIDRs, países, ASNs e listas gerenciadas como Tor Exit Nodes**.**
  2. DDoS Protection identifica e mitiga ataques volumétricos e ataques de negação de serviço na camada de aplicação.
  3. Bot Manager avalia sinais comportamentais para identificar abusos automatizados, incluindo credential stuffing, ataques de força bruta, scraping, varreduras de vulnerabilidades e tentativas de account takeover.
  4. WAF analisa o tráfego da Camada 7 e compara as requisições com padrões conhecidos de ataque, atribuindo pontuações associadas a famílias de ameaças e aplicando políticas de acordo com a sensibilidade configurada.
  5. Functions permitem estender controles de segurança quando existem requisitos específicos de negócio ou integração.
  6. Real-Time Metrics e Real-Time Events fornecem visibilidade sobre comportamento das requisições, padrões de ataque, bloqueios, anomalias de tráfego e desempenho operacional.

Em conjunto, esses controles criam um modelo de proteção em camadas que melhora tanto a segurança quanto a visibilidade operacional.

Casos de Uso de Segurança de APIs

As iniciativas de API Security geralmente começam pelos endpoints de maior risco, como:

  • APIs de autenticação e login alvo de credential stuffing e ataques de força bruta
  • APIs de busca, catálogo, preços e estoque expostas a scraping
  • APIs de pagamento, carteiras digitais e gerenciamento de contas sujeitas a tentativas de account takeover
  • Arquiteturas baseadas em microsserviços que exigem controles de segurança centralizados
  • Backends de aplicações móveis que agregam múltiplos serviços por trás de um único ponto de entrada
  • Ambientes híbridos que precisam de proteção consistente entre sistemas legados e modernos

Em todos esses cenários, o objetivo é o mesmo: reduzir riscos mantendo performance e simplicidade operacional.

Exemplos Reais

Todo Cartões

A Todo Cartões, processadora brasileira de pagamentos, implementou a plataforma distribuída de segurança da Azion para proteger APIs de gift cards contra tentativas de account takeover e ataques de injeção.

Ao combinar regras de WAF com Network Shield e Proteção contra DDoS, a empresa automatizou a mitigação de tentativas de SQL Injection e Cross-Site Scripting, reduzindo o esforço operacional necessário para investigar e responder a ataques.

FourBank

A FourBank, provedora de Banking-as-a-Service, enfrentava um aumento de ataques DDoS direcionados às suas APIs financeiras.

A empresa implementou rate limiting e controles de acesso baseados em geolocalização para proteger aplicações e APIs contra ataques volumétricos.

O resultado foi maior visibilidade sobre o comportamento das aplicações e a capacidade de criar regras contextualizadas para bloquear tráfego malicioso sem interromper serviços financeiros legítimos.

Conclusão: Segurança de APIs É uma Estratégia de Perímetro

As APIs se tornaram um dos componentes mais valiosos e mais frequentemente atacados das aplicações modernas. Por isso, protegê-las exige mais do que regras genéricas de WAF.

As organizações precisam de uma arquitetura de API Security que combine governança de API Gateway, inspeção da Camada 7, mitigação de DDoS, detecção de bots, controles de rede, rate limiting e observabilidade.

O API Gateway se torna o principal ponto de controle para inspecionar, restringir e bloquear tráfego antes que ele alcance os sistemas de backend.

Essa abordagem reduz riscos e protege serviços críticos sem aumentar a complexidade operacional.

Avalie o perímetro de segurança das suas APIs com a Azion e identifique onde controles em camadas podem fortalecer a proteção de todo o seu ecossistema de APIs.

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