Mind The Sec 2026: Azion debate segurança e disponibilidade na era da Agentic AI

Confira os principais conteúdos levados pela Azion ao primeiro dia do Mind The Sec 2026, com discussões sobre segurança para aplicações agênticas, menor agência, disponibilidade e proteção distribuída.

Marilia Bafutto Costa - undefined

O Mind The Sec, um dos eventos mais importantes do cenário de cibersegurança e tecnologia, começou nesta terça-feira, 15 de setembro, em São Paulo. Realizada no Transamérica Expo Center, a edição 2026 reúne especialistas, lideranças e empresas para discutir os desafios que já estão redefinindo a segurança da informação.

A Azion esteve presente no primeiro dia do evento com conteúdos sobre dois contextos que exigem cada vez mais velocidade das equipes de segurança: a segurança de aplicações agênticas, capazes de tomar decisões e executar ações em tempo de execução, e a proteção de empresas como e-commerces, onde cada minuto de indisponibilidade pode afetar diretamente o negócio.

Embora partam de cenários diferentes, as discussões chegaram a um ponto em comum: se o desenvolvimento e as ameaças avançam em ritmo acelerado, a proteção também precisa ser distribuída, programável e aplicada antes que uma ação gere impacto.

No primeiro dia de um dos principais eventos de cibersegurança da América Latina, especialistas da Azion discutiram como reduzir o tempo de resposta a ameaças e proteger aplicações que tomam decisões em runtime.

Aplicações agênticas já estão em produção. E a segurança?

A segurança de aplicações agênticas abriu o conteúdo apresentado pela Azion no primeiro dia do Mind The Sec. A apresentação foi conduzida por Vitor Adams Eltz, Product Marketing Manager na Azion.

“Agentic AI não está mais no roadmap. Ela já está em produção”, destacou Vitor. Agentes já participam da criação de funcionalidades e, em muitos casos, também acessam ferramentas capazes de abrir chamados, consultar informações, atualizar registros ou realizar operações em sistemas corporativos.

Esse cenário muda a natureza do risco. Aplicações tradicionais seguem caminhos definidos durante o desenvolvimento. Já uma aplicação agêntica interpreta objetivos, elabora planos e escolhe em runtime quais ferramentas deve acionar. A entrada deixa de ser apenas dado e passa a incluir instruções. Como consequência, nem todos os caminhos possíveis podem ser previstos e testados com antecedência.

O Model Context Protocol, ou MCP, tornou mais simples conectar agentes a ferramentas, recursos e prompts. Mas essa capacidade também exige controles claros sobre o que cada agente pode acessar, quais ações pode executar e até onde pode avançar para cumprir um objetivo.

Entre os riscos abordados na apresentação estão prompt injection, tool poisoning, excessive agency, confused deputy e ataques à cadeia de suprimentos de servidores MCP. Nesses casos, o invasor não precisa necessariamente explorar uma falha tradicional no código. Ele pode manipular o contexto ou as instruções para influenciar uma decisão legítima do agente.

“Esses ataques não quebram o código. Eles convencem o agente”, resumiu Vitor.

Do controle de acesso ao controle de ação

Os controles já usados pelas empresas continuam importantes, mas não oferecem, sozinhos, visibilidade completa sobre a intenção do agente e a sequência de decisões que ele toma. Um WAF analisa requisições. Soluções de IAM controlam identidades e permissões. Ferramentas de análise de código procuram vulnerabilidades conhecidas. Uma ação maliciosa de um agente, porém, pode ser formada por uma sequência tecnicamente válida de chamadas autorizadas.

Por isso, a apresentação propôs ampliar o princípio do menor privilégio para o conceito de menor agência. Além de restringir recursos e permissões, as empresas precisam estabelecer limites para aquilo que um agente pode fazer em nome de um objetivo. Isso pode incluir uma identidade específica por tarefa, um número máximo de chamadas de ferramentas, limites de gasto e a exigência de uma segunda validação antes de ações irreversíveis.

Essas políticas também precisam acompanhar o ciclo de desenvolvimento. Quando tratadas como código, elas podem passar por revisão, versionamento e rollback, além de serem aplicadas e atualizadas na mesma velocidade das aplicações e dos agentes que protegem.

Outro ponto central é a observabilidade. Cada decisão deve gerar evidências em tempo real, com informações sobre o agente envolvido, a ferramenta chamada, a ação permitida ou bloqueada e a política que orientou essa decisão. Esse registro permite acompanhar o comportamento dos agentes e identificar desvios antes que ganhem escala.

Quanto tempo sua loja empresa para responder a uma ameaça?

A necessidade de aproximar a proteção do ponto em que as ações acontecem também orientou a apresentação de Marcos R. Carvalho, Senior Solutions Engineer na Azion. Partindo do contexto do e-commerce, ele trouxe uma pergunta direta: quanto tempo uma loja leva para responder a uma ameaça?

A evolução da engenharia de software acelerou a criação e a publicação de aplicações. Ao mesmo tempo, cada nova API, endpoint, integração e dependência amplia a superfície que as empresas precisam proteger. Para os times de segurança, o desafio não está apenas em detectar uma ameaça, mas em agir antes que ela comprometa a infraestrutura, a disponibilidade da aplicação ou a experiência dos clientes.

Marcos mostrou como o intervalo entre a identificação de uma vulnerabilidade e sua mitigação pode aumentar o impacto potencial de um ataque. Nesse período, atacantes podem iniciar varreduras, desenvolver formas de exploração e atingir o ambiente antes que uma nova regra de proteção chegue à produção.

Para reduzir essa janela de exposição, a segurança precisa acompanhar o ritmo do desenvolvimento sem se tornar um gargalo. Uma arquitetura distribuída permite que decisões de proteção, como regras de WAF, mitigação de DDoS, controle de bots e rate limiting, sejam executadas próximas aos usuários e antes que o tráfego alcance a origem.

Essa abordagem também ajuda a preservar a disponibilidade durante ataques ou picos de tráfego. Em vez de concentrar a resposta na infraestrutura de origem, a proteção distribuída absorve e bloqueia tráfego malicioso ao longo da rede, reduzindo riscos operacionais e ajudando a manter a continuidade do negócio.

Segurança na mesma velocidade das aplicações

As discussões apresentadas pela Azion no primeiro dia do Mind The Sec reforçam uma mudança importante: a segurança precisa fazer parte da arquitetura e do fluxo de desenvolvimento desde o início.

Nas aplicações agênticas, isso significa controlar as decisões dos agentes antes que uma chamada de ferramenta altere dados, movimente recursos ou gere outra consequência difícil de reverter. No e-commerce, significa reduzir o tempo entre a detecção de uma ameaça e sua mitigação, protegendo a origem e mantendo a aplicação disponível.

Nos dois casos, políticas programáveis e executadas em uma infraestrutura distribuída ajudam a aproximar a decisão de segurança do ponto em que cada interação acontece. É assim que a proteção acompanha aplicações mais complexas, ciclos de entrega mais rápidos e uma superfície de ataque que muda a cada novo deploy.

O Mind The Sec 2026 continua até 17 de setembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Visite o estande da Azion para conversar com nossos especialistas e conhecer como a plataforma ajuda a proteger aplicações, APIs e agentes de AI com políticas programáveis executadas em uma infraestrutura distribuída.

Conheça as soluções de segurança da Azion.

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