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Principais tendências de Edge Computing

Principais tendências de Edge Computing

Edge Computing está em evidência entre as principais empresas de pesquisa e assessoria de tecnologia, entre elas Forrester, Gartner e IDC. Mas afinal, quais são as principais tendências de Edge Computing para os próximos anos?

Recorrendo a recentes estudos publicados, encontramos à disposição vários insights que explicam a importância da tecnologia neste momento crucial da transformação digital:

  • 50% é o crescimento mínimo previsto para o mercado de Edge Computing em 2020¹;
  • 70% das empresas executarão vários níveis de processamento de dados na borda da rede até 2023²;
  • 75% dos dados corporativos serão criados e processados fora de estruturas centralizadas em 2025³; e
  • 57% dos decisores da área de mobility já colocaram Edge Computing nos planos para 2021⁴.

Com o advento da pandemia de Covid-19 e o seu impacto econômico global, há companhias antecipando iniciativas que implicam adoção de tecnologias de Edge Computing – como veremos a seguir – tornando a sua evolução mais acelerada e a sua relevância, eminente.

Neste post, elencamos três tendências de Edge Computing que, mais do que relevantes para o mercado, são claras evidências do quanto as empresas têm a ganhar em competitividade ao segui-las. Confira!

Crescimento na demanda de acessos em razão dos impactos do Covid-19

O isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19 gerou impacto considerável no varejo online. Em maio de 2020, por exemplo, o faturamento no comércio eletrônico brasileiro foi 166% maior em relação ao mesmo período em 2019.⁵

Esse crescimento expressivo de acessos e transações faz das plataformas de Edge Computing imprescindíveis. Na Azion, o consumo da Edge Network aumentou 2.5 vezes entre abril e junho⁶, impulsionado pelo grande aumento no uso de serviços como e-commerce, educação a distância e serviços financeiros e de mídia online.

Ainda com a aceleração repentina, o aumento exponencial de escala de infraestrutura é o rumo natural desses segmentos por vários motivos, tais como:

  • 67% dos millennials e 56% da “geração X” preferem comprar online⁷;
  • 75% dos consumidores esperam por experiências de compra com realidade aumentada⁸;
  • picos de transações até oito vezes maiores em períodos como a Black Friday⁹; e
  • crescimento exponencial de acessos a serviços de streaming (como videoconferência, games e multimídia) em razão do isolamento social contra a proliferação do Covid-19¹⁰;

Com o grande volume de acessos e a velocidade em promover transformações digitais, o Edge Computing é um ativo estratégico para as empresas. Naturalmente, quem adotar o Edge conquistará espaço significativo no mercado; por outro lado, quem não prover a capacidade necessária para acompanhar a crescente demanda terá muito a perder.

Relevância da experiência do usuário

Melhorar a experiência do usuário (user experience – UX) é missão comum entre empresas que atuam na web, onde um atraso relativamente pequeno no carregamento da página, por exemplo, resulta em quedas de audiência e vendas perdidas.

Dados do Forrester Analytics apontam: 46% dos decision-makers de companhias que estão implementando Edge Computing consideram o baixo índice de tempo de resposta e latência o maior benefício da tecnologia¹¹, ou seja, dois aspectos-chave de experiências satisfatórias.

A otimização de UX promovida por soluções nativas de Edge é inovadora e diferenciada em comparação às tecnologias existentes, pois a conexão não percorre caminhos longos e sinuosos pela rede, reduzindo os custos com banda larga e melhorando a experiência do usuário em 200%¹².

Outro destaque é a oportunidade de coletar insights de navegação em tempo real. Supondo-se que uma eventual falha no processamento da compra leve o consumidor a fechar a página, o relatório é essencial para diagnosticar a causa e, a partir da constatação, a equipe promover as melhorias pontualmente.

Expansão da hiperautomação com Edge Computing

Hiperautomação (hyper-automation, em inglês) é a aplicação de tecnologias avançadas, como Artificial Intelligence e Machine Learning, orientadas à automatização de tarefas complexas que requerem controle humano. É considerada, também, a sofisticação da automação, que viabiliza processos de análise, mensuração, monitoramento, entre outros.

Apontada pelo Gartner como forte tendência nos próximos anos¹³, a hiperautomação engloba diversos tipos de atividades de missão crítica, executadas em tempo real, como automação de segurança de sistemas e processos robóticos (robotic process automation - RPA) aplicados na medicina e na fabricação de componentes mecânicos, por exemplo.

Um requisito importante para a hiperautomação é o uso de tecnologia programável e extensível, capaz de sustentar os processos em tempo real com índices de latência ultrabaixa, os quais serviços baseados em Edge Computing proporcionam.

Como vimos neste artigo, as tendências de Edge Computing para os próximos anos são abrangentes a ponto de a tecnologia atender tanto a demandas de escalabilidade e performance quanto oferecer suporte a missões altamente complexas, e quem investir na sua adoção ganhará diferenciais competitivos preciosos.

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