Modernização de aplicações no edge: cruzando a ponte do desenvolvimento digital

Você acha que a TI da sua empresa está "presa no legado"? Entenda como a modernização de aplicações no edge ajuda você a quebrar essa barreira.

Isidro Iturat Hernández - Technical Researcher
Modernização de aplicações no edge: cruzando a ponte do desenvolvimento digital

Para falar sobre o processo de modernização de aplicações no edge, começaremos mostrando uma situação hipotética, mas que, com suas devidas variações, é uma realidade para muitas empresas.

Um gestor de TI de uma empresa com sistemas legados vem percebendo que seu modelo de TI não produz o desempenho que ele gostaria, não é dimensionado conforme necessário, os custos estão cada vez mais fora de controle, e há problemas de segurança. Ele quer que sua equipe se dedique mais ao  desenvolvimento de novas aplicações web, mas precisa gastar tempo demais com a criação e o gerenciamento da infraestrutura.

Em um determinado momento, ele chega à conclusão de que precisa modernizar. Então, leva algumas aplicações para a cloud (“modernizar é levar aplicações para a cloud”, alguém lhe diz).

Em um primeiro momento, a plataforma de cloud promete muito, com sua ampla gama de soluções e baixo custo inicial, mas exige vendor lock-in e os softwares e linguagens de programação utilizados nela são proprietários.

Como resultado, o time deste gestor precisa gastar muito tempo aprendendo como esses softwares e linguagens funcionam, não consegue integrar as aplicações existentes com outras de terceiros (muito melhores) ou está muito limitado quando quer fazer isso, e não consegue inovar na velocidade exigida pelo mercado.

Com o tempo, os custos também disparam, à medida que a operação cresce e se torna mais complexa. A plataforma de cloud não se adapta mais às necessidades específicas da empresa e a migração para outra não é possível, ou seria um processo muito caro e difícil.

Neste artigo, exploraremos como a modernização de aplicações web funciona no edge e por que edge computing pode ser considerada a principal ponte entre um sistema legado e outro moderno à prova de futuro.

O que significa modernizar?

Para responder a esta pergunta, primeiro será necessário reanalisar com calma a definição de aplicação ou sistema legado.

De acordo com o Gartner[1], trata-se de “um sistema de informações que pode ser baseado em tecnologias obsoletas, mas é essencial para as operações cotidianas”.

E aqui temos um fenômeno curioso: se olharmos, por exemplo, para um sistema on-premise desde a cloud, podemos vê-lo como legado. Mas se formos mais longe e olharmos para um sistema na cloud desde o edge, podemos dizer o mesmo: quem está no edge, vê os sistemas na cloud como legados.

Portanto, para nós, modernizar não se trata mais de migrar de ambientes on-premise para a cloud, mas diretamente para o edge!

Dois conceitos-chave para compreender a modernização por meio da edge computing: NoOps e Serverless

Para compreender como uma plataforma como a da Azion serve à modernização de aplicações web, é essencial entender como os princípios de NoOps e serverless se aplicam a ela, lembrando sempre que não são a mesma coisa:

O NoOps está relacionado a várias áreas - infraestrutura, segurança, gerenciamento de rede, monitoramento de aplicações etc. - enquanto o serverless, como o nome sugere, está restrito ao gerenciamento de servidores.

NoOps no edge

Do protótipo à escala empresarial com NoOps, apenas codifique.
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Basicamente, quando falamos de NoOps, estamos falando de aumentar a business agility e reduzir os custos.

Sobre business agility

Em uma plataforma de edge computing como a da Azion, o NoOps libera os desenvolvedores de lidar com tarefas relacionadas à infraestrutura para poderem se concentrar na criação de suas aplicações e no desenvolvimento das regras de negócio. Além disso, podemos reconhecer outras vantagens.

Por exemplo, em relação à automação: uma vez que você subiu ou criou uma aplicação na plataforma, já tem toda uma cadeia de orquestração e segurança automatizadas, sem a necessidade de escrever código.

Ou, em termos de integrações, você pode executar aplicações no edge sem impedir que elas sejam executadas também na cloud ou no seu data center, trazer código do seu ambiente legado sem precisar programar, usar a linguagem de programação de sua escolha e integrar o software de terceiros que precisar.

Tudo isso se traduz em um aumento significativo na business agility, em comparação com os ambientes on-premise e cloud.

Sobre a redução de custos

Por um lado, temos a ausência de custos relacionados à infraestrutura de TI e ao pessoal, o que é típico de NoOps. Por outro, estes custos também são reduzidos porque os dados (ou parte deles) não são processados na cloud, evitando assim os custos associados aos provedores de nuvem.

Acrescente a isso a economia gerada pela business agility em termos de tempo e esforço.

Serverless no edge

Sem limites de infraestrutura.
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Basicamente, o serverless no edge combina os benefícios da serverless computing e da edge computing.

Uma plataforma de edge computing, além de ser serverless, tem uma rede altamente distribuída com numerosas edge locations (pontos de servidores edge, que podem ser centenas e distribuídos em todo o mundo). Elas estão localizadas dentro da rede de última milha dos provedores de serviços de internet, e processam e armazenam as informações perto dos dispositivos dos usuários finais.

É exatamente isso que permite que a edge computing, em comparação com a nuvem, forneça um aumento drástico do desempenho e escalabilidade das aplicações, latência ultrabaixa e disponibilidade de 100%.

Por outro lado, o serverless no edge foi projetado especificamente para implementar aplicações modernas, incorporando totalmente o uso de ferramentas e recursos como composable applications, APIs e bibliotecas de terceiros, bem como frameworks baseados em open standards, todos eles elementos essenciais para a modernização.

Gerenciamento de custos do serverless no edge

Como primeiro fator importante, temos o sistema pay-as-you-go (onde você paga apenas pelos recursos realmente utilizados).

Além disso, no caso de uma plataforma serverless de edge computing como a da Azion, não há vendor lock-in.

Basicamente, o que isso significa? 

Você não será forçado a pagar por recursos subutilizados nem terá que lidar com aumentos drásticos de tarifas que surgem “do nada”, como costuma acontecer com os provedores de cloud.

Como é a segurança moderna no edge?

Em uma plataforma de edge computing, ataques são interceptados pela  edge location mais próxima do seu ponto de partida, longe da origem do cliente.

Além disso, no caso da Azion, temos um stack de segurança completo projetado especificamente para operar no edge: a plataforma está preparada para mitigar as ameaças mais sofisticadas, como as do ranking OWASP Top 10 ou zero-day. Além disso, é desenhada desde sua concepção para o Zero Trust e tem compliance com as certificações de segurança mais exigentes do mercado, como PCI DSS v4.0, SOC 2 Type 2 e SOC 3.

Essa segurança não afeta o desempenho de suas aplicações: os ataques são mitigados sem a necessidade de modificações no código e a observabilidade é total, holística e em tempo real.

Uma prova de fogo (superada) para o edge da Azion: e-commerce das Lojas Renner

Um dos melhores testes de estresse aos quais a TI de uma empresa pode ser submetida - e onde, aliás, a edge computing pode mostrar melhor sua natureza - é o gerenciamento da Black Friday de um e-commerce internacional.

A empresa de moda Lojas Renner possui mais de 600 lojas físicas no Brasil, Argentina e Uruguai. Em 2021 teve um faturamento de R$ 9,5 bilhões, resultado 41% superior ao do ano anterior. 

Um dos principais eventos que o viabilizou foi a gestão da Black Friday com uso das soluções da Azion, atendendo a picos de tráfego de até 18.200 requisições por segundo, com latência ultrabaixa e redução expressiva de custos, oferecendo experiências de compra personalizadas para seus clientes, disponibilidade total e mais.

Se quiser conhecer os detalhes dessa operação, você pode ler aqui o case de sucesso completo.

Uma visão sobre a experiência de modernização na Plataforma de Edge Computing da Azion

Basicamente, os detalhes técnicos mais importantes sobre a experiência em uma plataforma moderna de edge computing já foram abordados neste artigo.

Mas agora, para finalizar, gostaríamos apenas de resumi-la nesta visão:

O ato de mudar de um sistema legado para um sistema moderno não é como atravessar uma porta, é como atravessar uma ponte. A travessia da ponte em si seria o processo de migração para o edge, para estar, uma vez lá, em um novo cenário de ação definido pelo alto desempenho e pela inovação.

Além disso, ao longo dos anos, na Azion nos aprimoramos para fazer desse processo uma experiência fluida, com um senso de direção e ação que vai alcançando objetivos de maneira coerente.

A Plataforma de Edge Computing da Azion é projetada não apenas para tornar o processo de modernização de aplicações no edge mais suave. É projetada para ser evolutiva, para podermos apoiar você sempre, enquanto navega pela economia hiperconectada e repleta de descobertas que vem pela frente.

Então, vamos modernizar? Entre em contato com nossa equipe de experts, e seja bem-vindo à experiência moderna no edge!

Referências

[1] Legacy Application Or System | Gartner

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