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O guia rápido para modernização de aplicações

guia rápido para modernização de aplicações

O que você sabe sobre a tecnologia de software do passado? E se disséssemos que você ainda usa o que foi criado nos anos 90 no seu dia a dia? O fato é que a tecnologia construída em sistemas antigos e obsoletos é mais comum do que você pensa. Um bom exemplo é o MOCAS. De acordo com esse artigo do Fossbytes, "o MOCAS foi lançado em 1958 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos para manter o controle de contatos e pagamentos". Ele foi desenvolvido antes que a tela e o teclado aparecessem. Para você ter uma ideia do quão antigo o MOCAS é, naquela época, cartões perfurados eram empregados como dados de entrada para realizar o processamento. Embora tenha incorporado novos avanços ao longo dos anos, a base do seu código permanece em sua forma original.

Agora você pode estar se perguntando, por que não mudar logo para um software mais atual? A verdade é que o processo de migração de uma grande quantidade de dados confidenciais é complexo, especialmente para aqueles que lidam com as informações sensíveis dos negócios. Além disso, os custos de troca de software ou de plataforma são um grande obstáculo para as organizações que gastaram uma fortuna em seus sistemas existentes.

Mas isso não significa que não quiseram fazer isso no passado; provavelmente, após inúmeras tentativas, elas podem ter sido adiadas ou canceladas devido a fatores internos ou externos. Por exemplo, os avanços nos sistemas de informação e engenharia de software deixaram intactos ou sem atualização grandes e reconhecidos sistemas legados, o que fez com que empresas continuassem operando com desempenho inferior no passado. Ainda, os rápidos avanços tecnológicos nos dão a impressão de que tecnologia com apenas um ano de mercado já está desatualizada no ano seguinte.

Devido aos motivos mencionados, as empresas que usam metodologias de negócios antigas e aplicações desatualizadas – o que também é conhecido como sistemas legados (tradução livre de legacy system – têm desvantagens ainda maiores quando enfrentam concorrentes mais novos, que iniciam com tecnologias exclusivas e previamente testadas.

Dessa forma, essas empresas serão sempre forçadas a fazerem mudanças para que seus negócios cresçam e para atingirem seus objetivos à medida que vão se deparando com novas tecnologias de informação e comunicação, como mídias sociais, streaming de vídeo, internet das coisas, inteligência artificial, processos de otimização, análise sistemática de big data e computação numérica.

Para ajudá-lo a entender melhor a modernização de aplicações, os problemas enfrentados e as possíveis soluções, vamos compartilhar neste guia importantes informações, tais como termos básicos e definições, por que modernizar as aplicações, as melhores opções e como dar início a esse processo.

O que é modernização de software?

A modernização de software, também conhecida como modernização legada, refere-se à conversão, reescrita ou portabilidade de um sistema legado para modernizar a linguagem de programação de computação, protocolos, bibliotecas de software etc. Essa transformação é comumente realizada para reter e expandir a inversão inicial por meio da migração de seu software para novas plataformas, ao mesmo tempo beneficiando-se das tecnologias existentes.

Objetivos para modernização de aplicações

O que é modernização de uma aplicação legada?

Conforme definido pelo Gartner, uma aplicação legada é “um sistema de informação que pode ser baseado em tecnologias desatualizadas, mas que é fundamental para as operações do dia a dia”. A modernização de uma aplicação legada é, então, o processo pelo qual a aplicação original é atualizada para infraestrutura, arquitetura interna, software ou características mais recentes e melhores. Atualmente, grande parte dos sistemas de TI de várias empresas possuem aplicações legadas que foram repassadas por equipes anteriores ou que sofreram mudanças dentro das hierarquias organizacionais. Os sistemas legados eram grandes, dependentes de hardware e complexos, com muitas peças móveis. E, do ponto de vista do que conhecemos hoje, pensando nas grandes melhorias que as práticas de engenharia sofreram, esses sistemas mais antigos são caracterizados por serem caóticos, não funcionais e com um front-end ruim.

Realizar uma auditoria de sistemas abrangente, coletar métricas de desempenho e comparar com o que existe atualmente pode ser útil para identificar e otimizar a segurança da informação, a continuidade dos negócios, a eficiência e a eficácia dentro da sua empresa.

Portanto, a jornada da modernização de aplicações e sistemas é como uma delicada dança entre a manutenção e a construção. O processo não acontece da noite para o dia, por isso requer um planejamento cuidadoso, implementado em estágios bem definidos. O principal objetivo da modernização é maximizar o valor das aplicações descontinuadas. E para que isso aconteça, essas aplicações serão atualizadas ou migradas para novas plataformas modernas, ou seja, diversos processos são combinados com capacidades e ferramentas tecnológicas para migrar de ambientes obsoletos para novos.

Por que modernizar aplicações legadas?

Como mencionado, muitas empresas continuam usando aplicações desatualizadas, mas o verdadeiro problema disso é quando esses sistemas legados lidam com informações sensíveis. Devido a vulnerabilidades e complicações internas (tais como perda de dados por erros humanos, falhas mecânicas ou elétricas e roubo de arquivos), você não tem o controle total de sua empresa e nem a confiança de que um serviço de terceiros vai te dar o suporte necessário. Mesmo achando que "tudo está funcionando bem", o desempenho dos negócios também pode ser afetado por decisões erradas, tomadas a partir de fatores negativos obtidos com a falta de informações, algo muito comum em aplicações legadas. Além disso, vulnerabilidades externas são ainda mais críticas, já que nenhuma proteção na segurança poderia implicar em problemas mais complexos. Nesse contexto, alguns dos principais riscos de se manter em um sistema legado são:

  • Compatibilidade: à medida que você fica com aplicações desatualizadas, vai ficando cada vez mais difícil incorporar novas tecnologias que poderiam ser essenciais para o seu negócio.

  • Vulnerabilidade: sem atualizações, sua empresa fica suscetível a ataques mal-intencionados de terceiros.

  • Desempenho: você não pode usar seus dados corretamente e suas decisões não direcionarão seus objetivos com precisão.

E isso que mencionamos aumenta a possibilidade de haver consequências negativas para a sua receita e oportunidades de venda, já que:

  • Os seus concorrentes estão um passo à sua frente: por estar desatualizado quanto a novas técnicas, seus concorrentes estão fazendo coisas que você também deveria estar fazendo.

  • Há perda de negócios e oportunidades: a falha em adotar novas tecnologias afeta sua renda e fecha portas para novos clientes.

  • Há custos de manutenção e competitividade: ao investir em sistemas de TI, a escalabilidade torna-se mais fácil e você não vai se preocupar com manutenção enquanto sua equipe de desenvolvimento de software se concentra em objetivos específicos de sua empresa.

Como modernizar seus sistemas legados? Conheça 7 estratégias

É possível observar hoje uma forte tendência das empresas em migrar as aplicações em escala empresarial para cloud, onde encontram alta disponibilidade e redundância, segurança atualizada, escalabilidade automática, gerenciamento de infraestrutura facilitado e compliance para garantir um fluxo ágil de desenvolvimento e operações, também conhecido como DevOps. Para mostrar como atingir esse objetivo, o artigo publicado por Gartner apresenta sete estratégias para direcionar a modernização de suas aplicações. Nesse post, definimos e analisamos os prós e contras de recolocar, refatorar, rearquiteturar, reconstruir e substituir, e aqui aprofundamos um pouco mais esse tema, apresentando as informações mais completas no formato de guia rápido.

Vamos entender, então, do que se tratam essas 7 estratégias:

  1. Encapsulamento (Encapsulate): é a primeira estratégia para modernizar sistemas legados, desde o computador mainframe até a plataforma client-server. Consiste em desacoplar uma base de código (ou codebase) monolítica em diferentes componentes ou como uma aplicação de microsserviços por meio de APIs. Ele permite que você verifique sua funcionalidade, que tenha conexão mais acessível com seus dados e serviços e planeje uma atualização gradual no futuro.

  2. Recolocar (Rehost): consiste em reimplementar os componentes da sua aplicação legada em novas plataformas ou arquiteturas sem qualquer alteração na sua base de código. As modificações típicas são a substituição de hardware, de sistema operacional e de base de dados.

  3. Replataformar (Replatform): consiste em migrar uma grande quantidade de aplicações a um ambiente de execução client-server, ou seja, migrar de plataforma. Não consiste em reconstruir toda a aplicação; em vez disso, o objetivo principal é fazer pequenas modificações para garantir, na infraestrutura que o suporta, a execução da base de código em tempo real.

  4. Refatorar (Refactor): consiste em melhorar ou personalizar a base de código que está estruturalmente obsoleta ou com déficits técnicos acumulados. Consiste em pequenas alterações na sua base de código para ser controlada por emuladores (e em alguns casos, sem emuladores) por meio de ferramentas de desenvolvimento fornecidas pela nova plataforma de servidor.

  5. Rearquiteturar (Re-architect): consiste em fazer alterações suficientes no código durante a migração para a nova plataforma. Isso ocorre quando suas aplicações obsoletas não são compatíveis com a linguagem de programação devido a decisões tomadas no passado.

  6. Reconstruir (Rebuild): consiste em desenvolver novamente a base de código da aplicação em um ambiente totalmente modernizado, mantendo apenas seu escopo e especificações com a mesma funcionalidade ou com funcionalidade aprimorada. Esse processo é mais demorado do que os demais devido ao tempo que leva para remover o código existente.

  7. Substituição (Replace): consiste em descartar a aplicação legada atual e adotar uma nova, mais moderna, que possa fornecer todas as funcionalidades necessárias.

Agora, a próxima etapa é decidir o caminho para modernizar sua aplicação legada. Veja como você pode fazer isso a seguir.

Modernizando aplicações com serverless computing

Ao migrar para uma nova plataforma, você pode criar suas próprias funções ou, por exemplo, se você escolher a Azion, você pode eliminar a necessidade de gerenciamento de infraestrutura em excesso.

Para você ter uma ideia de como funciona, o Edge Functions da Azion permite que você crie aplicações serverless orientadas a eventos, mais próximas dos usuários na rede edge. Com o Edge Functions, você pode realmente adotar um mindset modular de microsserviços. Com regras especiais para a gestão de HTTP, você pode construir de forma lógica para se adaptar às necessidades dos seus usuários.

Com o Edge Functions, você também terá a vantagem de criar e melhorar suas aplicações com suporte JavaScript. Essa linguagem permite trabalhar o lado do cliente, implementado como parte do navegador para melhorar a interface do usuário e as páginas dinâmicas. O JavaScript oferece uma ampla variedade de recursos, tais como:

  • Inspecionar cookies para reescrever URLs em diferentes versões de um site para teste A/B;

  • Enviar objetos diferentes para seus usuários com base no cabeçalho user-agent, o mesmo que contém as informações sobre o dispositivo que enviou a requisição. Por exemplo, você pode enviar imagens em diferentes resoluções para usuários em função dos seus dispositivos;

  • Inspecionar cabeçalhos ou tokens autorizados, inserindo um cabeçalho correspondente e permitindo o controle de acesso antes de encaminhar uma requisição para a origem;

  • Adicionar, excluir e modificar cabeçalhos e reescrever o caminho do URL para direcionar os usuários a diferentes objetos cache;

  • Gerar novas respostas HTTP para redirecionar usuários não autenticados para páginas de login ou criar e entregar páginas estáticas diretamente do edge.

Movendo o aplicativo legado para o novo ambiente

Otimizando o desempenho de suas aplicações

As aplicações de sites e dispositivos fazem parte de nossas vidas desde os anos 2000. Nesse período, os registros estatísticos mostraram um aumento desses serviços, mudança em grande parte ocasionada pela pandemia da COVID-19. Agora, o que se espera dos serviços de rede é que entreguem mais conteúdo aos usuários finais onde houver rede disponível, mesmo com um grande número de requisições sendo feitas a cada mês, com conteúdo visual personalizado e para públicos diferentes.

Por exemplo, pessoas do mundo todo confiam nos serviços de telecomunicações para obter informação, se distanciar socialmente e trabalhar no modo home office. Ao mesmo tempo, os e-commerces são forçados a aumentar seu catálogo e a entregar conteúdo específico para usuários-alvo. Em ambos os casos, é necessário gerenciar uma grande quantidade de informações com conteúdo de entrega mais rápida e sem afetar a experiência do usuário. Para essas situações, a Azion, por exemplo, oferece os seguintes produtos para facilitar o seu negócio: Image Processor e Application Acceleration.

O Image Processor da Azion oferece a capacidade de automatizar o fluxo de trabalho para processamento de imagens sem a necessidade de gerenciar uma grande quantidade de recursos de infraestrutura. Além disso, o Image Processor pode:

  • Otimizar o processo, codificando os arquivos originais para remover metadados sem afetar sua qualidade;

  • Redimensionar imagens, permitindo uma entrega mais rápida, por exemplo, ao usar imagens gráficas vetoriais, o processo se torna simples usando apenas transformações geométricas;

  • Cortar imagens para selecionar o ponto focal do objeto dentro de uma imagem e personaliza o conteúdo de entrega;

  • Aplicar filtros nas imagens para aprimorar a qualidade da apresentação visual de seus produtos;

  • Converter imagens em formatos leves para uma entrega mais rápida, manuseio ou resolução mais alta (por exemplo, gif, png, jpg).

O Application Accelerator ajuda a diminuir a latência, a perda de dados e o congestionamento da largura de banda. Você pode configurar regras de cache avançadas para ajustar às preferências de seus clientes e melhorar o desempenho de suas aplicações com base no endereço IP, no tipo de dispositivo, no cliente-alvo específico, entre outros. Com essa ferramenta, você pode:

  • Reduzir o tráfego de dados e, consequentemente, acelerar a velocidade de video games, live streaming, sites, aplicações, e a entrega de conteúdo eletrônico de e-commerce, entre outros;

  • Tornar suas aplicações escaláveis e adaptá-las a um número crescente e contínuo de requisições de usuários, sem perda de desempenho;

  • Acelerar a entrega de conteúdo de suas aplicações, conectando os usuários ao edge node mais próximo;

  • Manter sua infraestrutura ou aplicações confiáveis, evitando conexões ruins.

App aceleration

Modernizando aplicações com gerenciamento de conteúdo de entrega

Você pode modernizar suas aplicações ao estabelecer uma estratégia inteligente para armazenar seus recursos em cache em nossa rede de edge computing, para que os aplicativos não percam tempo recuperando-os – como se fosse uma página em branco – quando solicitados por um usuário final. Além disso, você garante a disponibilidade de seus dados e aplicações sem pensar em como eles são escalados ou gerenciados. Para isso, a Azion disponibiliza duas ferramentas: Edge Caching e Load Balancer.

O Edge Caching é um recurso padrão disponível para todas as aplicações construídas na plataforma da Azion. Uma vez integrado às suas aplicações, ele reduz a latência e aumenta a taxa de transferência de dados entre os edge nodes distribuídos na rede global e os usuários finais. Ele funciona armazenando uma cópia de seus dados nos edge nodes e os mantém disponíveis. Uma vez que uma requisição é realizada por um usuário, a plataforma da Azion seleciona o edge node mais próximo dele para entregar o conteúdo. Você também pode personalizar o cache do navegador e da CDN, além de outras configurações mais avançadas.

Uma ferramenta complementar é o Load Balancer. O Load Balancer da Azion oferece altos níveis de tolerância a falhas e alto desempenho. Em caso de incidentes com seus servidores de origem, ele garante a disponibilidade das suas aplicações e do seu conteúdo. Você pode selecionar mais de uma origem e equilibrar o tráfego que chega até elas. Com o Load Balancer, você pode:

  • Adicionar múltiplas origens;

  • Personalizar o cabeçalho do host para identificar um host virtual e localizar seu conteúdo ou suas aplicações;

  • Garantir a disponibilidade de seu conteúdo e suas aplicações;

  • Definir um método de load balancing;

  • Personalizar tempos-limite e erros de manuseio.

load-balancer

Obtendo um sistema seguro com mitigação de futuros ataques

Um dos elementos mais importantes em um sistema legado é a segurança. Isso porque o avanço de novas tecnologias serverless também traz riscos de segurança causados por agentes maliciosos sofisticados. Independentemente da infraestrutura na qual a aplicação é construída, as aplicações serverless sempre estarão sob ataque.

Apesar disso, é possível mitigar ameaças antigas e novos vetores de ataque que surgem a cada dia. Para tanto, existem dois produtos principais para atender às suas diferentes necessidades: Edge Firewall e Intelligent DNS.

O Edge Firewall da Azion é um produto de segurança para proteção desde a camada da rede até a camada da aplicação. Sua equipe de segurança encontrará recursos para se proteger contra ataques vindos de diferentes fontes e tipos e, também, das 10 principais ameaças descritas pelo OWASP (Open Web Application Security Project).

Você pode criar uma lista confiável e não confiável com base no endereço IP ou na localização do usuário. Pelo fato de ser um produto modular, ele permite escolher os módulos que melhor se adequam às suas necessidades.

Para cada ação de segurança específica, você pode implementar:

  • DDoS Protection;

  • Network Layer Protection;

  • Web Application Firewall.


O Intelligent DNS da Azion é um serviço de hospedagem de domínio, que permite o roteamento inteligente do tráfego.

Suas aplicações construídas na infraestrutura da Azion não apenas permitem a obtenção de benefícios de segurança, desempenho e disponibilidade, mas também o gerenciamento de centenas de domínios e zonas através de uma interface amigável e intuitiva.

Além disso, para serviços DNS, uma boa prática é ter um ou mais servidores secundários para usar como backup de suas informações e aplicações (como arquivos de texto). Essa abordagem garante um serviço contínuo quando interrupções no servidor primário ocorrem.

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