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O novo padrão de desempenho: uma comparação entre cloud e edge

Introdução

A transformação digital acelerou de maneira inquestionável a necessidade de inovação nos negócios. Novos nichos de mercado e novas formas de consumo foram criados, acelerando também o uso de novas tecnologias e soluções para atender aos clientes e usuários, cada vez mais exigentes e que estão espalhados ao redor do mundo.

A explosão no uso de dispositivos e de pessoas conectadas diariamente na internet resulta em milhões de requisições, interações, conteúdos sendo entregues, riscos, ameaças cibernéticas e dados que são gerados a cada segundo. Isso aumentará exponencialmente com a implementação das redes 5G avançando pelo mundo, o que alavancará o uso de novas tecnologias como realidade aumentada, realidade virtual, machine learning, e IoT no dia a dia.

Esses fatores trazem desafios relacionados à escalabilidade, otimização de recursos e custos de rede e infraestrutura para qualquer empresa; especialmente para as que ainda utilizam tecnologias legadas. Para acompanhar todas essas mudanças, demandas e necessidades das aplicações modernas a edge computing é fator chave, pois, por funcionar de forma descentralizada, é um complemento fundamental ou substituto para a cloud.

Este whitepaper abordará questões sobre ambas tecnologias e como uma complementa ou substitui a outra quando se trata de aplicações modernas. Além disso, mostrará uma análise de desempenho dos maiores provedores de cloud e da Plataforma de Edge Computing da Azion na América do Sul, para que você possa entender as vantagens do edge e escolher a tecnologia certa para a expansão de seu negócio na região.

Evolução da infraestrutura computacional

Após a era dos grandes mainframes, passamos por um processo de descentralização das infraestruturas de TI, onde as empresas passaram a ter seus próprios equipamentos dentro dos escritórios, fábricas e lojas. Nas últimas décadas, vimos um novo movimento de centralização com o uso de serviços de cloud pública e, nos últimos anos, vemos novamente este movimento pendular de descentralização com o crescimento do uso de infraestrutura e serviços altamente distribuídos, conhecido como edge computing.

Esse novo modelo promete ajudar a solucionar os problemas de latência, largura de banda, processamento e armazenamento de dados requeridos pela internet e aplicações modernas, que estruturas legadas não conseguem atender adequadamente. Mas, a edge computing realmente chegou para substituir a cloud computing? Antes de entender como a edge computing funciona e como ajuda a ter um melhor desempenho na economia hiperconectada, vamos revisar o contexto tecnológico dentro do qual esse novo modelo computacional surgiu.

Do mainframe à cloud

Um dos principais conceitos que deu início a nossa era de computação moderna é o mainframe, que surgiu na década de 1940 e se aperfeiçoou nos anos 60. Tratava-se de um computador de grandes dimensões, usado especialmente por empresas que precisavam de um enorme poder computacional para trabalhar com lotes gigantescos de dados. Posteriormente, foram criadas versões tanto mais poderosas e eficientes quanto menores para indústrias com menor demanda.

Com esse modelo, cada empresa precisava destinar um espaço físico para hospedar e proteger o equipamento; também tinha total responsabilidade de implementar, administrar, manter e proteger os equipamentos, software e dados, gerando gastos operacionais derivados dessas tarefas e da contratação de especialistas.

Em resumo, os mainframes:

  • ofereciam poder de processamento, mas eram unidades enormes;

  • precisavam de instalações físicas dedicadas;

  • a empresa era responsável por todas as tarefas operacionais, de manutenção e segurança.

Os mainframes evoluíram até se tornarem máquinas potentes (mais compactas do que suas antecessoras) e ainda são parte de algumas infraestruturas tecnológicas. No entanto, o crescimento da internet na virada de século forçou a pensar em novas fórmulas para agilizar os processos tecnológicos. Dessa forma, nasceu a cloud computing, ou “computação em nuvem”.

De acordo com o Open Glossary of Edge Computing, da LF, a cloud computing é “um sistema para fornecimento de acesso sob demanda a uma gama de recursos computacionais, incluindo servidores de rede, armazenamento e serviços de computação”. Isso quer dizer que as empresas podem contratar um provedor de serviços em cloud e podem implementar maior poder de processamento, junto a recursos de armazenamento, capacidade e segurança, sem a necessidade de se preocupar com a infraestrutura física ou ter que fazer manutenções e atualizações. Tudo isso está a cargo do provedor.

A tecnologia de cloud computing usa recursos virtualizados ou em contêineres que podem hospedar diferentes instâncias de servidor e outros serviços em um único servidor físico. Além disso, facilita os modelos de trabalho remoto: qualquer pessoa com uma conexão com a internet pode acessar uma plataforma em qualquer lugar do mundo e usar todas as aplicações e ferramentas disponíveis para gerenciar seus recursos de computação.

Em resumo, a cloud computing:

  • é um data center com serviços computacionais virtualizados, que atuam de forma totalmente independentes, e são vendidos como serviço;

  • acaba com o investimento necessário em infraestrutura física, diminuindo também as tarefas operacionais e os custos derivados delas;

  • facilita a virtualização de recursos e modelos de trabalho remotos;

  • permite a agregação, o armazenamento e o processamento de grandes volumes de dados.

Da Cloud à Edge Computing

Como quase qualquer desenvolvimento tecnológico, a cloud computing tem algumas limitações, que se tornaram ainda mais visíveis com as demandas atuais. Dentro do modelo de cloud computing, os servidores geralmente estão localizados dentro de data centers. O principal problema é que esses data centers são centralizados, impondo uma distância média maior aos usuários finais. Essa distância gera uma série de problemas relacionados à velocidade da conexão, interferindo na qualidade da experiência do usuário, que deve esperar para obter um retorno ou concluir qualquer tarefa online. Além disso, por ser uma infraestrutura centralizada, possui maiores riscos de ataque e consequentemente de uma menor disponibilidade, além de uma menor resiliência.

Para solucionar essas limitações, surgiu um novo tipo de plataforma de rede distribuída, capaz de processar e entregar conteúdo com a agilidade da internet de hoje: a edge computing. No relatório Edge Networking: An Introduction, a Linux Foundation explica que o edge refere-se a um novo paradigma computacional caracterizado por completar o processamento e o armazenamento mais próximo possível do local onde os dados são gerados e coletados.

Algumas das características da edge computing:

  • capacidade de receber, processar e transmitir dados;

  • permitir que os recursos de processamento e armazenamento estejam mais próximos dos usuários, acelerando esses processos e diminuindo a latência;

  • reduzir a transmissão dos dados até uma infraestrutura central.

A edge computing, devido a alta capilaridade e complexidade da rede, em sua maioria é oferecida com uma camada de tecnologia serverless; ou seja, o provedor é responsável pela manutenção e administração da infraestrutura, diminuindo custos operacionais. Esse modelo também significa melhor e maior escalabilidade, porque existem recursos mais flexíveis para escalar de acordo com a necessidade do momento. De igual forma, a edge computing permite uma maior segurança da infraestrutura por não ter apenas um alvo de ataque, mas múltiplos nodes, garantindo a disponibilidade da plataforma se algum node for atacado. Finalmente, a confiabilidade se incrementa: com diferentes edge nodes disponíveis, a rede pode conectar o usuário ao node mais próximo, e também encaminhá-lo para outro mais eficiente em caso de pico de tráfego ou se um dos servidores estiver fora de serviço.

Em resumo, a edge computing:

  • é formada por uma rede composta por vários data centers e pequenos data centers distribuídos geograficamente, que fazem parte da mesma rede e atuam de forma conjunta;

  • é uma rede descentralizada e distribuída geograficamente;

  • está localizada mais próxima dos usuários em relação à cloud ou de um ambiente privado (on premises);

  • permite processamento, entrega de dados e requisições, de forma mais eficiente.

Cloud computing vs. edge computing

Se compararmos cloud computing e edge computing, podemos estabelecer as seguintes diferenças:

Recentemente, surgiu um debate sobre cloud computing e edge computing, sendo considerada essa última a substituta que chegou para destronar a primeira. Se resgatamos a visão da evolução da arquitetura computacional como um movimento pendular entre a centralização e a descentralização — e que dessa forma passamos dos mainframes para on-premise e posteriormente à cloud —, a edge computing sem dúvidas é próximo passo certo, marcando a tendência da descentralização, para boa parte das demandas existentes e futuras, afinal de contas ele substitui funções até mesmo de Mainframes, quem dirá de aplicações tradicionais. No entanto, a própria Gartner assegura que com a chegada da edge computing parece estabilizar-se o pêndulo para ser complementar da cloud computing e atender de forma ampla as necessidades de qualquer empresa. A explicação para isso é simples: nem tudo pode ser feito ou é ideal fazer na edge. Um exemplo simples é big data, que requer a agregação de todos os dados antes do seu processamento e análise, e nada melhor que a cloud, em um data center único e central, para agregar e processar este tipo de workload.

De forma geral, muitos especialistas consideram que elas são complementares, podendo resolver suas carências e impulsionar suas funcionalidades mutuamente. Segundo a Gartner também explica que a edge computing não era considerada uma necessidade pelos provedores de cloud, porque não se tinham demasiadas expectativas sobre esta tecnologia até há pouco tempo. “No entanto, as realidades de implementação (por exemplo, a velocidade da luz, a economia de fazer backhaul de grandes quantidades de dados e despesas de entrada/saída de dados na cloud) levaram os hyperscalers a concluir que tanto a cloud centralizada quanto a edge computing distribuída são necessárias”. No mesmo relatório a consultora frisa que “a cloud computing e a edge computing são complementares, em vez de competitivas ou mutuamente excludentes. As organizações que consigam usá-las juntas se beneficiarão das sinergias de soluções que maximizam os benefícios dos modelos centralizados e descentralizados”. Em outras palavras, aplicações que requerem o uso de Big Data, armazenamento de um grande volume de dados e que se beneficiam da agregação de dados de diferentes locais permanecerão na nuvem, enquanto todas as outras workloads que demandem baixas latências, processamento distribuído e altamente escalável e que demandem o uso de tecnologías como IoT, 5G e IA continuarão movendo para a edge.

¹Gill, B. & Smith, D. (2018) The Edge Completes the Cloud: A Gartner Trend Insight Report. Stamford, CT: Gartner.

Como descobrir se uma aplicação é moderna?

Construir e implementar uma infraestrutura moderna é fundamental para o sucesso das empresas na atualidade. No entanto, não é suficiente migrar completamente (ou parcialmente) as operações, dados e aplicações para edge. Também é preciso ter aplicações realmente modernas para aproveitar ao máximo seu poder e suas capacidades.

Fazendo uma analogia, se a transformação digital fosse uma receita de um prato especial, a infraestrutura representa o conjunto de utensílios, eletrodomésticos e panelas, enquanto as aplicações modernas são os ingredientes, o meio para oferecer melhores experiências aos usuários digitais. A combinação de uma infraestrutura de última geração (equipamentos) e o desenvolvimento de aplicações modernas (ingredientes de qualidade) é o ponto chave para surpreender quem vai saborear esse prato, – nesse caso a experiência de usuário – e obter um resultado perfeito através de uma latência ultrabaixa, menor tempo de resposta, maior segurança e entrega de conteúdo com regras customizadas. Mas, como saber se uma aplicação é moderna?

Aplicações modernas vs aplicações legadas

Bem como as infraestruturas experimentaram mudanças na forma como são desenhadas e implementadas, as aplicações passaram por esses processos evolutivos. Inicialmente, as aplicações eram monolíticas, o que quer dizer que todos os componentes estavam acoplados em uma única unidade, com todas as funcionalidades interligadas. Com esse modelo, as tarefas operacionais se tornam mais difíceis, já que qualquer atualização, mudança ou falha afeta todo o conjunto. A escalabilidade também é limitada nesses casos, porque é necessário escalar todos os elementos para conseguir um maior desempenho.

Considerando que o uso de dispositivos hoje em dia é muito diferente e as aplicações precisam ser muito mais ágeis, uma das características das aplicações modernas é sua construção no conceito de microsserviços. Em contraste à arquitetura monolítica, aplicações de microsserviços consistem em muitos componentes independentes, cada um executando uma única tarefa ou um conjunto pequeno de tarefas similares.

Cada microsserviço tem seu próprio ciclo de vida, permitindo que um módulo individual seja desenvolvido, implementado, escalado e gerenciado de forma independente. Como resultado, os microsserviços podem ser tecnologicamente diversos, cada um usando sua própria linguagem de programação, solução de banco de dados e mesmo infraestrutura.

Para responder às demandas dos usuários atuais, as empresas devem entregar seus serviços digitais em diferentes formatos, de forma personalizada, em tempo real, com baixa latência, performance e confiabilidade. O objetivo é oferecer a melhor experiência para os usuários e uma excelente eficiência para o processamento de dados de dispositivos. Assim, cada pequeno detalhe pode impactar no desempenho de uma aplicação.

Por essas razões, o conceito de Application Performance Management (APM) — que pode ser traduzido como gerenciamento de desempenho de aplicações — está obtendo um importante espaço nos setores estratégicos das empresas, além dos departamentos técnicos. Para entendê-lo melhor, a Gartner define o APM como “um pacote de software de gerenciamento que compreende monitoramento de experiência digital (DEM, em inglês), descoberta de aplicações, rastreamento e diagnósticos e inteligência artificial desenvolvida especificamente para operações de TI." Além do uso de software especializado, a implementação do APM dentro de uma empresa também pode requerer ajustes na cultura de gerenciamento, como a adoção das práticas de observabilidade, considerando que a equipe agora deve estar muito atenta desses processos e usar a informação obtida para gerar insights que facilitem a tomada de decisões.

Essa análise e monitoramento contínuos ajudam na detecção de padrões no comportamento do sistema, mas também dos usuários e clientes, para garantir o máximo desempenho, a maior disponibilidade e uma experiência de usuário perfeita. De modo geral, o APM permite:

  • detectar irregularidades;

  • implementar mudanças rapidamente;

  • aprimorar a experiência de usuário;

  • identificar bottlenecks na rede;

  • criar testes A/B e fazer comparações;

  • fazer monitoramento de métricas chaves (como latência, throughput, tempo de resposta e outros);

  • agilizar o processo de desenvolvimento de novas funcionalidades.

Além disso, as plataformas de edge devem permitir o monitoramento dos parâmetros de rede, da eficiência da entrega e dos requisitos de segurança e compliance, podendo também facilitar a integração de soluções de terceiros.

Em resumo, as plataformas de edge computing garantem maior monitoramento e gestão das aplicações e da infraestrutura, assim como facilitam o desenvolvimento de aplicações modernas que se executem diretamente no edge. Desta forma, as empresas conseguem modernizar suas aplicações e já se prepararam para os novos casos de uso que virão com o avanço da tecnologia e da demanda.

²Gill, B. & Smith, D. (2018) The Edge Completes the Cloud: A Gartner Trend Insight Report. Stamford, CT: Gartner.

Análise de desempenho: cloud e edge na América do Sul

Entendendo as diferenças entre cloud e edge na prática

Uma análise de dados confiável, tendo como parâmetro o usuário real, é o ponto chave que nos motivou a mostrar os dados em um teste prático e de mercado, que compara a performance entre cloud e edge, para apontar as diferenças importantes nos resultados referentes ao tempo de resposta e a disponibilidade. Para tal análise utilizamos uma ferramenta bem conhecida no mercado, a Cedexis.

A Cedexis (parte da Citrix™ desde 2018) é uma ferramenta que coleta os dados de provedores de cloud, CDNs, plataformas de edge computing e data centers para monitorar o desempenho do usuário real, ou RUM, do inglês Real User Measurement. Os dados são coletados através do usuário final por meio de um balanceamento de carga global baseado no DNS. Todas as informações relevantes são coletadas em tempo real, através de um serviço denominado OpenMix, um mecanismo de DNS programável.

É importante salientar que todos os dados são obtidos e coletados com base na experiência do usuário final em relação ao desempenho e a disponibilidade do serviço. Para utilizar o serviço é preciso integrar a tag Radar ao seu sistema. Caso haja necessidade de desligamento do teste, há a possibilidade de gerenciar de forma rápida dentro do portal da Cedexis.

Entendendo as métricas consideradas

Dentre as métricas disponíveis na plataforma da Cedexis, destacamos as duas de maior relevância para as empresas que querem desenvolver e entregar soluções digitais modernas: o tempo de resposta e a disponibilidade.

Tempo de resposta

O tempo de resposta refere-se a quantidade total de tempo que um servidor leva para responder a uma requisição de serviço, ou seja, quanto tempo a requisição teve que esperar em uma fila antes de ser atendida. É uma aproximação do tempo de ida e volta – round trip time (RTT) – do TCP do navegador para o provedor.

De maneira simplificada, o tempo de resposta é o tempo em que o cliente precisa esperar entre a requisição e a resposta. Quanto menor o tempo de resposta, menor a latência, maior satisfação e retenção dos usuários.

Disponibilidade

A disponibilidade refere-se à capacidade de um sistema ou plataforma estar em funcionamento pela maior quantidade de tempo possível e assim atender e responder às requisições dos usuários. Também é conhecida como sondas de cold start, que tem a função de permitir que os serviços aqueçam seus caches.

É evidente que a indisponibilidade de um serviço, site ou aplicação, acarreta um efeito desastroso para qualquer tipo de negócio. Portanto, observar a disponibilidade do seu negócio é um fator determinante. Usuários estão em busca de serviços sem falhas, e ter uma infraestrutura confiável não é apenas mais um diferencial, mas sim uma obrigatoriedade, pois afeta diretamente a produtividade

Entendendo o panorama da América do Sul

A transformação digital não está acontecendo no mesmo ritmo para todo o mundo. Algumas regiões, como a América do Sul, têm processos mais demorados e desorganizados, em relação a outras regiões.

De acordo com o relatório “Dados e fatos sobre a transformação digital” da CEPAL, a América Latina e o Caribe, no geral, ficam atrás dos Estados Unidos, Europa, da CEI (Comunidade de Estados Independentes), Ásia e o Pacífico no quesito sobre penetração de banda larga fixa, sendo que os Estados Unidos e a Europa chegam a ter números até três vezes maior. Por outro lado, também existe uma falta de infraestrutura adequada, moderna e descentralizada na região, que permita abranger mais territórios e chegar até cidades e povoados mais longe das principais capitais e centros econômicos. E, sem dúvidas, a pandemia de COVID-19 afetou o panorama para alguns países, evidenciando ainda mais estas limitações e problemas.

No entanto, nem tudo é má notícia. A CAF assegura que “o desenvolvimento de serviços de voz em redes móveis é satisfatório” e que tanto a disponibilidade de largura de banda por usuário como as infraestruturas locais para a internet (CDN e IXP) dos serviços na região, podem ser melhoradas. Já a consultoria Atlantico destaca um maior investimento nas startups de tecnologia e a participação que estas empresas, que possuem crescimento acelerado, estão tendo na economia (inclusive algumas já se tornando unicórnios), pois a pandemia ajudou na aceleração do e-commerce e, consequentemente, no consumo de serviços digitais.

Numa perspectiva positiva, a América do Sul, em específico, pode ser vista como uma oportunidade de investimento e desenvolvimento para empresas que queiram expandir seus negócios digitais nestas latitudes e impulsionar a transformação digital. Por conta disso, importantes players globais, como AWS, Azure e Google Cloud já oferecem seus serviços de cloud computing na região.

Certamente, a presença dessas players ajuda no desenvolvimento tecnológico da região e facilita o uso de plataformas digitais; porém, pela própria natureza da cloud computing, estas empresas possuem apenas alguns data centers e/ou zonas de disponibilidades centralizadas, concentradas em poucas cidades (Rio de Janeiro e São Paulo, majoritariamente) e longe da maioria dos usuários de norte a sul do continente sulamericano.

Esse tipo de arquitetura acaba afetando o desempenho das aplicações e sites, devido a fatores como alta latência, conexões limitadas, consumo de largura de banda, entre outras causas que poderiam ser resolvidas com uma plataforma de edge computing: uma infraestrutura descentralizada e distribuída, mais perto dos usuários, que oferece menor latência em comparação com as soluções tradicionais de cloud computing e que permite o processamento de dados em tempo real.

Impulsionando a América do Sul com edge computing

Por conta dos fatores mencionados, a edge computing tem ocupado cada vez mais espaço nas análises e previsões dos especialistas. Por exemplo, o relatório mais recente The State of The Edge, publicado em 2021, considera o uso da edge computing como um fator chave em face da “Quarta Revolução Industrial”, enquanto a Gartner, em seu Forecast Analysis: CDN and Edge Services Worldwide, em junho de 2020, afirmava que a edge computing tem um potencial de crescimento enorme e a perspectiva é ter uma penetração significativa em alguns anos, “à medida que esses projetos demonstrem valor e sejam lançados em produção”.

Em resumo, se espera que cresçam exponencialmente os investimentos em equipamentos e infraestrutura relacionados à edge computing. Pelas próprias características da edge computing, o modelo computacional se apresenta como uma alternativa para resolver os problemas e limitações que a transformação digital apresenta na América do Sul, disponibilizando uma estrutura mais ampla e distribuída.

Nesse sentido, a Plataforma de Edge Computing da Azion é líder na América do Sul, já que sua rede é composta por dezenas de edge locations espalhadas pela região. Essa descentralização proporciona melhora no desempenho, assim como uma maior cobertura, alcançando um público mais amplo com menor latência. Abaixo vemos uma comparação entre os pontos de presença dos principais clouds providers e as edge locations da Azion nas Américas:

³ Chamberlin, T. & Medford, B. (2020) Forecast Analysis: CDN and Edge Services, Worldwide. Stamford, CT: Gartner.

Os resultados da análise

Ao fazermos uma comparação entre cloud e edge esperamos reforçar algumas diferenças significativas. Como mencionamos anteriormente, a cloud possui uma infraestrutura centralizada, segurança básica, compliance limitada e vendor lock-In. Já o edge possui uma infraestrutura descentralizada, é focado em segurança, possui padrões abertos e compliance local. Ou seja, edge é mais rápido, tem maior disponibilidade, otimiza custo e te ajuda a atender os requisitos de compliance locais.

Conforme já mencionado, uma plataforma de edge computing tende a complementar uma plataforma de cloud computing, contudo nosso objetivo é mostrar na prática que uma infraestrutura de edge amplamente distribuída é capaz de melhorar o tempo de resposta e a disponibilidade de uma aplicação. Vamos aos resultados dos testes.

Plataforma de Edge da Azion vs. Plataformas de Cloud (AWS, Google Cloud & Microsoft Azure)

A partir da ferramenta da Cedexis, fizemos uma análise do tempo de resposta e disponibilidade usando como filtro a América do Sul. Essa análise comparou os três principais provedores de Cloud Pública da região e a Plataforma de Edge Computing da Azion. Os provedores de cloud em questão são: AWS, Google Cloud e Microsoft Azure.

A coleta de dados foi feita levando em conta um período de um mês – setembro de 2021 – e um percentil de 50%. Além disso, delimitamos o teste à região da América do Sul e consideramos as regiões Azure Cloud Brazil, Google Cloud Platform - South America East 1, AWS EC2 sa-east-(1, 1b e 1c) South America (Sao Paulo) e a plataforma da Azion. Tendo em vista esses parâmetros, a plataforma da Azion foi a única que teve um tempo de resposta inferior a 30 milissegundos e também ultrapassou as demais em termos de disponibilidade. Veja os detalhes nos gráficos a seguir.

Gráficos

O gráfico 1 compara o tempo de resposta dos 3 provedores de cloud com a Plataforma de Edge da Azion.

Podemos observar que a Plataforma de Edge Computing da Azion teve o melhor desempenho nesse quesito, pois obteve um tempo de resposta de 28 milissegundos, seguida da AWS, Microsoft Azure e Google Cloud com 54, 56 e 70 milissegundos respectivamente.

Com essas informações, podemos dizer que o tempo de resposta da Plataforma de Edge da Azion bateu a Google Cloud Platform em 60%, a AWS em 47.83% e a Microsoft Azure em 50%. Essa diferença em milissegundos demonstrada pela Azion é um grande diferencial a ser oferecido às empresas, pois na média é minimamente 47.83% mais eficiente do que os provedores de cloud em questão.

Essa diferença no tempo de resposta pode trazer resultados cruciais, pois cada milissegundo perdido pode impactar negativamente no resultado. Portanto, nessa corrida contra o tempo você chega em primeiro lugar se, além de entrega de conteúdo, você também permite a execução de suas aplicações com grande poder de processamento com uma latência ultrabaixa. Um delay de alguns milissegundos pode afastar um usuário do seu e-commerce, fazer você perder o timing de um grande investimento no mercado financeiro, perder o ponto chave de uma videochamada em uma reunião de negócio decisiva ou deixar usuários insatisfeitos com o seu conteúdo de live streaming, por exemplo.

O gráfico 2 compara a disponibilidade dos 3 provedores de cloud com a Plataforma de Edge da Azion.

No quesito disponibilidade do ponto de vista do usuário (Real User Monitoring), que inclui falhas de conexão por parte dos usuários, muitas vezes conectados em uma rede móvel (3G, 4G ou Wi-Fi) e com conexão intermitente, a Plataforma de Edge da Azion conta com 99.207% de disponibilidade e também é melhor em comparação as Plataformas de Cloud. [falta uma parte]

Num cálculo rápido, podemos dizer que a Azion é 0.561 p.p., 0.357 p.p. e 0.390 p.p. mais disponível na média do que Google Cloud, AWS e Microsoft Azure respectivamente.

Para mensurar o impacto dessa diferença em pontos percentuais, podemos dizer que a cada 1 bilhão de requisições que chegam em cada provedor, a plataforma de Edge Computing da Azion entrega, em média, 3,57 milhões de requisições a mais que a AWS, 3,90 milhões a mais que a Microsoft Azure e 5,61 milhões mais que o Google Cloud. Considerando que cada requisição representa um usuário tentando acessar uma página da web, uma aplicação ou um serviço digital, podemos imaginar o quanto essa diferença pode ser significativa no resultado das empresas dentro de um cenário altamente competitivo

As diferenças na performance, relacionadas aos dados coletados e mostrados acima, acontecem principalmente devido a distribuição da rede e o processamento local aliados a avançadas técnicas de roteamento definido por software, necessários para a construção de uma rede edge. Uma plataforma de edge computing tem uma enorme vantagem por ser uma infraestrutura descentralizada e altamente distribuída.

Omelete e Azion: Um caso de sucesso

A maior empresa de entretenimento do Brasil, a Omelete (ou grupo Omelete&CO) dissemina cultura pop a milhões de geeks em todos os cantos do país com projetos de sucesso, como CCXP e Game XP, e tem o desafio de proporcionar experiências de performance cada vez mais fantásticas a um público engajado.

Ao escolher a Azion, a Omelete moveu o serviço para uma plataforma de edge com mais de 40 edge locations no Brasil, mas teve à disposição, o know-how para melhorar o desempenho de suas aplicações e proporcionar ao público as melhores experiências digitais. Essa escolha garantiu o sucesso da transmissão da primeira CCXP totalmente digital, além de reduzir custos e otimizar o uso de recursos com o provedor de cloud.

A CCXP é o maior festival de cultura pop do planeta. Em seis anos, o evento reuniu mais de 1 milhão de pessoas, mais de 120 artistas de cinema, séries e TV, e mais de 120 mil quadrinistas e ilustradores. Contudo, em 2020, pela primeira vez em sua história, a CCXP foi 100% digital.

Foram mais de 150 horas de conteúdos inéditos e mais de 1000 artistas em um só lugar, com a transmissão chegando a 113 países, com apoio, patrocínio e parcerias em diversas frentes. Com isso, a missão da Azion foi fornecer escalabilidade, disponibilidade e performance às aplicações da Omelete.

Resultado: as edge applications contribuíram para a Omelete melhorar 15x a experiência do usuário com a entrega de conteúdo estático do CCXP Worlds, com mais de 10 TB de imagens carregadas no edge da Azion, sem impactar a infraestrutura de origem e os custos que a demanda poderia gerar. Veja mais detalhes sobre esse caso de sucesso aqui.

​​Com dezenas de edge locations da Azion no mundo inteiro, a Omelete aproveitou ao máximo o investimento na divulgação do evento, envolveu matéria na grande mídia – que, por si só, gerou milhares de acessos por minuto –, e esteve preparada para se manter online em meio a quaisquer cenários.

Esse caso de sucesso demonstra que as empresas podem ter uma infraestrutura de cloud computing agregando todas as vantagens e diferenciais trazidos por uma plataforma de edge computing como a da Azion, pois é possível reduzir custos com o provedor de cloud, otimizar o uso de recursos, evitar gargalos de rede e aumentar o perímetro de segurança ao evitar que possíveis ataques cheguem à origem.

Conclusão

Sem dúvida, a cloud computing foi um grande avanço na forma como as empresas abordam o uso de infraestrutura e tecnologias complementares que lhes permitem avançar na transformação digital. No entanto, alguns de seus recursos foram insuficientes para resolver situações mais críticas, em que o tempo de resposta, a latência e a disponibilidade de recursos jogavam contra a experiência do usuário.

As aplicações modernas demandam cada vez mais poder de processamento, menores latências e uma disponibilidade global, além de maior observabilidade para que funções possam ser executadas diretamente no edge e as decisões sejam cada vez mais rápidas e eficientes. Aliado a isso, novas tecnologias e formas de relacionar com usuários e diferentes infraestruturas on-premises, devices remotos e edge da rede, tornam edge computing um caminho definitivo, que permite grandes ganhos de eficiência, e sem volta.

Esses fatores ficam ainda mais latentes ao analisarmos que, mesmo com uma presença global, os provedores de cloud exigem que as empresas indiquem a região (ou zona de disponibilidade) onde as aplicações irão rodar e, caso exista a necessidade de uso de diferentes regiões, há um acréscimo de custo que pode impactar significativamente uma estratégia de expansão global. Além de entregar um menor tempo de resposta e melhor disponibilidade, uma plataforma de edge computing oferece ainda uma plataforma global, um perímetro de segurança customizada e multicamada, com padrões abertos que facilitam a integração com soluções de terceiros. Resumidamente, a edge computing proporciona uma maior versatilidade e faz com que a integração entre dispositivos novos e antigos seja possível.

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